Quando o sol se põe, quando Apolo passa no seu carro alado recolhendo o Sol do céu para que, espraiando-se, as estrelas se mostrem aos mortais, o Mundo muda...
Possuímos dois mundos neste Mundo: O do dia e o da noite.
De dia, sorrimos cinicamente, apertamos falsas mãos, usamos a máscara da cerimónia para disfarçar as grotescas apreciações que tecemos a metade das pessoas a quem dirigimos um fraterno e amistoso "Bom-Dia", para ganharmos o favor dos que ganharam o favor de outrem que, por sua vez, o mesmo tinham feito e assim indefinidamente até ao início dos tempos.
De noite, a escuridão apaga todas as máscaras, os seres vivos metamorfoseiam-se e da aparente calma do dia nada resta. A noite liberta o ser selvagem que habita na nossa mente. à luz da Lua, a cerimónia não tem valor, e a verdade, mesmo a mais infame e digna de repúdio, ascende ao Luar.
A noite revela o espírito de cada um, sem hábitos, sem bases, sem gravatas, sem ceptros.
A Noite é o verdadeiro espelho de uma sociedade de lobisomens, vampiros, sangue sugas e tantos outros vermes repugnantes!
Que asco, que horror, que aflição!
Entre tanta miséria, como podemos dizer que evoluimos, como podemos afirmar que nós, seres incapazes de nos assumirmos de vivermos segundo os nosso preceitos e tolerar os alheios, sendo todos menos nós próprios, num angustiante espartilho mental que nos impõem, aqueles que, de dia, não na noite, ganharam o favor de alguém.......
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