quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

No monte negro e grande
Quiseram fazer um vale pequeno
Procurando a solução pr'aquela gente
Criaram um mundo novo, inteligente

Mas o amor é fraco e os homens
O são, da terra fumando o assassino
Do seu lar, do seu amor, do seu coração,
Buscando de pequena a vida alheia

Mas a vida continua, assegurando
Entre vida, doença, velhice e morte
A concepção dos corpos, das almas
Perdidas, achadas, e o espectáculo também


Assim, morrendo, o islamismo profundo
Espalha os seus tentáculos criando
As crianças do terror sobre as do mundo
Senhor, onde andas, seremos assim tão pequenos?

Só desejamos viver,
Queremos pescar mas um sorriso radiante
E colorido do sol num peixe velho do mesmo astro
Nega afirmando o futuro perdido que nos sangraram
Nas portas das casas que não tivemos nas terras
que não quisemos, que nos negaram com um trapo antepassado

Será possível?

O meu mundo não mundou
E eu inda cá estou
Também não soube mudar
E agora que tenho de lá chegar
Onde me irei apoiar?
Com quem poderei contar?
Porque o meu mundo não mudou
Mas eu quis forçá-lo
Porque queria libertá-lo
Mas o meu mundo não mudou
E eu não posso fazer nada
A não ser partir
Fugir, refugiar-me
Porque depois da prova dada
Vem a prova nova
Que se renova e inova
E eu não fui a tempo
Porque não soube mudar
Não liguei o elemento
Importante da charada
E agora vejo a faca afiada
Ou fonte de água cristalina
Aberta pela lâmina fina
Sugando-me no mar encarnado
Que jorra da chaga de água
E penso:
O que eu podia ter dado