quinta-feira, 19 de novembro de 2009

You make it real?

Se minha Mãe pudesse ler isto, diria para acreditar nos sonhos, que eles são a voz do nosso ser, ou com ela costumava chamar, a nossa alma.
Se meu pai quisesse ler isto diria para seguir o certo e seguro, que no fim há pó e ninguém se lembrará de mim.

Toda a minha breve vida foi cercado de oportunidades. Não deixei escapar uma. Porém, numa última, preferi o seguro à aventura. O afago de uma vida confortável e prevista mas de futuro capacitado à desmedida potencialização com os riscos que daí incorreriam.
Voltei atrás e comecei não do zero, mas do menos um. Com feridas e rancores cujos efeitos ainda não foram totalmente postos à prova.

Ninguém tem um lugar reservado na história, mas não me deixarei levar por pequenos papéis. Como um actor de grande calibre sei que tenho lugar na broadway, mas o caminho até lá é duro e negro.

Deitei um ano e meio de trabalho fora. Tudo para te seguir, para que me seguisses.

Reduzindo a elevação da escrita mas reduzindo-a ao seu mais primário papel de expressão humana cito Keidje "Valete" Lima: "A minha mulher além de bonita, é inteligente e poliglota".

Sinto que és a D. Luísa que eu preciso para sair de Bragança e reclamar Lisboa. Não creio que estejas disposta a tal. Creio sim, que o seguro te dava maior interesse.

E quando chegarem os Espanhóis? Uma coisa de cada vez...

1 comentário:

Satine disse...

antes ser rainha uma hora, que duquesa toda a vida...