terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Que passado?Que FUTURO?

E Tudo se reflecte à pequenez dos frustrados que nunca tiveram nem o valor nem o potencial para ser quem foram Álvaro Cunhal, Mário Soares, bem como Diogo Cão ou Norton de Matos. Mais ainda reflecte o juízo prepotente e preconceituoso da dignidade e legitimidade da nacionalidade portuguesa. Os Homens que fizeram a nossa História não o merecem, mas o Zé do Telhado que matava pessoas no aqueduto já nem interessa. Porque somoso nós, o grãozinho de areia mais merdoso e pequeno da ocidental praia lusitana que temos a competência de julgar quais rochas mereciam ter ficado exiladas noutros cantos deste mundo.
Por último e o mais absurdo de adulto que, caso um assistente social lesse tais palavras, concerteza moveria esforços para retirar a custódia a este pai, é a incapacidade ou desconhecimento não consigo averbar qual será, dos mais que badalados "lados" da História.
Exemplifico: Se Hitler tivesse vencido os Aliados ele teria escrito a História na sua visão anti-semita e não a visão americana de Liberdade. Napoleão que foi visto como um traidor, o que será que se diria dele caso tivesse vencido Waterloo? Aqui no nosso pequeno pedaço de terra, D. Afonso Henriques, pai soberano de todos quantos vibram cantando a Portuguesa, que seria dele se tivesse perdido em S. Mamede, ou D. João I e Nuno Álvares Pereira se perdessem em Aljubarrota. Eu arrisco, na História escrita pelos Espanhóis vencedores seriam traidores. Contudo são heróis nacionais. Não seria uma injustiça? É um direito da guerra e das conquistas: Quem vence, escreve a História à sua maneira e sem consultas.

Por último, queria acrescentar que as intermináveis falácias históricas fazem com que esse texto só cause impacto aos olhos de quem não quer ver mais nada.

Despeço-me lembrando aos autores deste texto que a Revolução dos Espinhos nas Suas Gargantas foi apenas uma suave recordação dos Espinhos em qwue sempre viveram os que se vergavam pela sobrevivência. A Revolução dos Cravos é destes últimos. Dos que trocavam o suor do seu corpo por uma côdea de pão dura. Dos que tinham tudo para ser mas não puderam porque o peso da fome, da miséria e do desespero falou mais alto. A Revolução dos Cravos é dos que são quando os seus pais não eram e que o são porque foram à luta, que deixaram no campo o seu sangue e que sempre venderam cara a derrota.
A Revolução de Abril é o abolir do Português que apenas precisava de saber ler escrever e contar. Desde que permanecesse acorrentado às sombras da sua caverna. Vale sempre a pena lembrar Humberto Delgado, o Único Verdadeiro e Democraticamente Eleito Presidente da Républica, Antigo Aluno do Colégio das nossas vidas.
A Revolução dos Cravos é a revolução dos oprimidos. É uma Tea Party à Moda Lusitana. Com a Revolução dos Cravos eu, filho de um Agricultor, jamais poderia tornar-me filho de um advogado muito menos estabelecer-me entre uma elite de farda cor de pinhão onde provei que estava à altura independentemente do quão sujas de terra andassem as mãos dos meus antepassados. 30 anos antes e seria agricultor também, que justiça há nisso?
A Revolução dos Cravos foi ganha por nós, os que lutam para ser e que não têm nada garantido, com cada dia sendo uma incógnita.
Vencemos e com 35 anos passados já estava na altura de se habituarem. Vencemos. São os novos letrados que escrevem a História desta vez. Com toda a legitimidade.

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