Largos, Clareiras, Praças e avenidas solarengas. Prados e montanhas, palcos, coretos e pelouros de igual visibilidade. Clamo por vós.
Vivi entre grutas e cavernas, mares mortos, desertos gelados e demais lugares inóspitos, abandonados para refúgio das criaturas da treva.
Não posso dizer que fui feliz. Não posso dizer que não o fui. Provavelmente, se o tivesse sido não saberia dizê-lo. Tal como se não o tivesse sido. Fui.
Dedicado e labutante, consciente por fim da existência do meu corpo para lá da minha sombra, fui.
Encarcerado num Chateau d'If psicológico aprendi, não sem o auxílio precioso do mestre, os caminhos da redenção e da vendetta, desde a improvável iniciação, à mútua aprendizagem, até a separação libertadora, no derradeiro acto de tutoração.
Trago comigo as cicatrizes dos meus aniversários: Pela confiança, pela inocência, pela ambição e pela traição. Por aqueles que me abandonaram, pelos que tive de abandonar. Pelos que nunca estiveram comigo. Principalmente por estes últimos. Pelo amor, o ódio, a paciência, a solidariedade e todas as decadánces.
Durmo no chão duro do quarto de finas sedas que construirei para mim. Para ti. Para eles. Sejamos nós quem formos.
No advento da segunda vinda, na reunião das 12 tribos, Ecce Homo clama que está vivo. Fortalecido não forte; Enegrecido não obscuro; Confiante, Capaz e Capacitado. Um pouco menos Humano. Um pouco mais Alive.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Pelo Espírito Sombrio 2 - Losing my Religion
Sou eu a um canto.
Sou eu no centro do palco.
Pela janela ou na plateia, não recordo com certeza, pensei ver-te rir, pensei ver-te cantar, pensei que tinha pensado ver-te sorrir.
Perco a minha fé e penso que não sei se pensarei por muito mais tempo.
Sou livre para seguir qualquer trilho, qualquer caminho, qualquer moral.
Perco a Religião. Morro. Nunca saberei se apenas pensei ver-te ou pensei que o tinha pensado.
Sou eu no centro do palco.
Pela janela ou na plateia, não recordo com certeza, pensei ver-te rir, pensei ver-te cantar, pensei que tinha pensado ver-te sorrir.
Perco a minha fé e penso que não sei se pensarei por muito mais tempo.
Sou livre para seguir qualquer trilho, qualquer caminho, qualquer moral.
Perco a Religião. Morro. Nunca saberei se apenas pensei ver-te ou pensei que o tinha pensado.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ainda te lembras?
O Sol brilhava para todas as pessoas, quando antes, apenas nascia. Pessoas iguais, aceites e legais. Cidadãos do mundo, onde nem os oceanos e cordilheiras, florestas e mares de palha, ousavam ser fronteira.
Eu e tu, nascidos e criados como antípodas, adversários leais e capazes, aspirando a um lugar comum q apenas nos aproximava.
Quando os homens eram mais belos que as palavras dos poemas que os descreviam; Mais belos que os próprios.
Ainda te lembras?
Eu ainda me lembro. E às vezes, quando te amo e te desejo, e te amo e te desejo outra vez, na confluência dessas vontades que não são minhas nem nunca as tive, nesse milésimo de segundo em que o raciocínio cede a Darwin para que os meus e os teus possam ter os meus defeitos, os teus olhos, os teus cabelos, os teus lábios, a tua voz e o mundo que em ti habita
. No milésimo de segundo em que te dou e me desligo ao mesmo tempo, em que, por momentos fico doente e não penso; Não respiro enquanto o sangue ferve imóvel pelo meu corpo e apenas nada existe. Ás vezes, ainda acredito!
Eu e tu, nascidos e criados como antípodas, adversários leais e capazes, aspirando a um lugar comum q apenas nos aproximava.
Quando os homens eram mais belos que as palavras dos poemas que os descreviam; Mais belos que os próprios.
Ainda te lembras?
Eu ainda me lembro. E às vezes, quando te amo e te desejo, e te amo e te desejo outra vez, na confluência dessas vontades que não são minhas nem nunca as tive, nesse milésimo de segundo em que o raciocínio cede a Darwin para que os meus e os teus possam ter os meus defeitos, os teus olhos, os teus cabelos, os teus lábios, a tua voz e o mundo que em ti habita
. No milésimo de segundo em que te dou e me desligo ao mesmo tempo, em que, por momentos fico doente e não penso; Não respiro enquanto o sangue ferve imóvel pelo meu corpo e apenas nada existe. Ás vezes, ainda acredito!
Pelo Espírito Sombrio 1 - Liebe Ist Fur Alle Da
Ando Sozinho,
Por este caminho
Que partilho contigo
E paro. Olho para o céu
Estrelado, cor de indigo
Rogo-te que levantes
O véu, que levantes
O ego que guardo no umbigo
Sou tão apenas o que
De mim fizeres.
Sei que te mereço,
Sem mo dizeres.
Não me renegues
Que não tenho culpa
Dos teus enganos e engodos.
Não me condenes,
Pois sei que te mereço.
Sei, que o amor é para todos.
Por este caminho
Que partilho contigo
E paro. Olho para o céu
Estrelado, cor de indigo
Rogo-te que levantes
O véu, que levantes
O ego que guardo no umbigo
Sou tão apenas o que
De mim fizeres.
Sei que te mereço,
Sem mo dizeres.
Não me renegues
Que não tenho culpa
Dos teus enganos e engodos.
Não me condenes,
Pois sei que te mereço.
Sei, que o amor é para todos.
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