quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ainda te lembras?

O Sol brilhava para todas as pessoas, quando antes, apenas nascia. Pessoas iguais, aceites e legais. Cidadãos do mundo, onde nem os oceanos e cordilheiras, florestas e mares de palha, ousavam ser fronteira.
Eu e tu, nascidos e criados como antípodas, adversários leais e capazes, aspirando a um lugar comum q apenas nos aproximava.
Quando os homens eram mais belos que as palavras dos poemas que os descreviam; Mais belos que os próprios.
Ainda te lembras?
Eu ainda me lembro. E às vezes, quando te amo e te desejo, e te amo e te desejo outra vez, na confluência dessas vontades que não são minhas nem nunca as tive, nesse milésimo de segundo em que o raciocínio cede a Darwin para que os meus e os teus possam ter os meus defeitos, os teus olhos, os teus cabelos, os teus lábios, a tua voz e o mundo que em ti habita
. No milésimo de segundo em que te dou e me desligo ao mesmo tempo, em que, por momentos fico doente e não penso; Não respiro enquanto o sangue ferve imóvel pelo meu corpo e apenas nada existe. Ás vezes, ainda acredito!

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