Largos, Clareiras, Praças e avenidas solarengas. Prados e montanhas, palcos, coretos e pelouros de igual visibilidade. Clamo por vós.
Vivi entre grutas e cavernas, mares mortos, desertos gelados e demais lugares inóspitos, abandonados para refúgio das criaturas da treva.
Não posso dizer que fui feliz. Não posso dizer que não o fui. Provavelmente, se o tivesse sido não saberia dizê-lo. Tal como se não o tivesse sido. Fui.
Dedicado e labutante, consciente por fim da existência do meu corpo para lá da minha sombra, fui.
Encarcerado num Chateau d'If psicológico aprendi, não sem o auxílio precioso do mestre, os caminhos da redenção e da vendetta, desde a improvável iniciação, à mútua aprendizagem, até a separação libertadora, no derradeiro acto de tutoração.
Trago comigo as cicatrizes dos meus aniversários: Pela confiança, pela inocência, pela ambição e pela traição. Por aqueles que me abandonaram, pelos que tive de abandonar. Pelos que nunca estiveram comigo. Principalmente por estes últimos. Pelo amor, o ódio, a paciência, a solidariedade e todas as decadánces.
Durmo no chão duro do quarto de finas sedas que construirei para mim. Para ti. Para eles. Sejamos nós quem formos.
No advento da segunda vinda, na reunião das 12 tribos, Ecce Homo clama que está vivo. Fortalecido não forte; Enegrecido não obscuro; Confiante, Capaz e Capacitado. Um pouco menos Humano. Um pouco mais Alive.
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