domingo, 30 de janeiro de 2011

Antes do Verbo...

Puxo de um cigarro, acendo-o e, pacientemente, ouço um música qualquer de um artista qualquer. Uma má melodia e uma má poesia produzem um tão bom consolo que é quase um deleite ouvi-las nessas sintonias desajustadas.
Cansei-me de deixar o processo desenrolar-se à minha revelia e tomo as rédeas da decisão sobre a minha aparelhagem.
Passo uma, duas, três músicas. (O serviço inteligente que procura as músicas que, supostamente, mais gostamos e que nos faz sugestões é tão absurdo e obsoleto que me questiono como alguém pode usá-lo com satisfação. Imagino as reuniões de emergência para resolver o drama das reclamações, acompanhado da visão de um armazém cheio dos velhos sacos gigantes de correio, de linho ou salparilha.)
Finalmente que surge algo que, mais do que aquilo que eu quero ouvir, é aquilo que eu preciso.
De repente, um sobressalto! Depois, a acalmia de uma preocupação sem razão, para já.
Por fim, a ansiedade. As indicações são favoráveis...E Então?

Morro um bocado no processo...

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