quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Quiseram fazer um vale pequeno
Procurando a solução pr'aquela gente
Criaram um mundo novo, inteligente
Mas o amor é fraco e os homens
O são, da terra fumando o assassino
Do seu lar, do seu amor, do seu coração,
Buscando de pequena a vida alheia
Mas a vida continua, assegurando
Entre vida, doença, velhice e morte
A concepção dos corpos, das almas
Perdidas, achadas, e o espectáculo também
Assim, morrendo, o islamismo profundo
Espalha os seus tentáculos criando
As crianças do terror sobre as do mundo
Senhor, onde andas, seremos assim tão pequenos?
Só desejamos viver,
Queremos pescar mas um sorriso radiante
E colorido do sol num peixe velho do mesmo astro
Nega afirmando o futuro perdido que nos sangraram
Nas portas das casas que não tivemos nas terras
que não quisemos, que nos negaram com um trapo antepassado
Será possível?
E eu inda cá estou
Também não soube mudar
E agora que tenho de lá chegar
Onde me irei apoiar?
Com quem poderei contar?
Porque o meu mundo não mudou
Mas eu quis forçá-lo
Porque queria libertá-lo
Mas o meu mundo não mudou
E eu não posso fazer nada
A não ser partir
Fugir, refugiar-me
Porque depois da prova dada
Vem a prova nova
Que se renova e inova
E eu não fui a tempo
Porque não soube mudar
Não liguei o elemento
Importante da charada
E agora vejo a faca afiada
Ou fonte de água cristalina
Aberta pela lâmina fina
Sugando-me no mar encarnado
Que jorra da chaga de água
E penso:
O que eu podia ter dado
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Este não sou eu
O mundo não se interessa por quem não consegue.
O Mundo não dá a mão a quem baixou os braços.
O Mundo não é justo mas é cruel. Para os que deixam a luta.
Há quem vá ao tapete infinitamente e levantando-se sempre sem dar um único golpe. Quem arranje um batalhão de seguidores e os leve consigo para a sua própria chacina. Há quem tente ocultar-se meticulosamente, buscando a sua causa. Há quem morra na praia. Há quem não consegue porque não.
Depois desses todos, há os que meteram o outro no tapete, os que dizimam batalhões, os que procuram a máscara e o verniz e a repudiam e os que batalham nas dunas, passado o tormento das ondas.
Se a vida é um combate então somos todos soldados promovidos por mérito, mais tarde ou mais cedo, quem não quer, não é capaz na mente, cai.
Mas o mundo não é dos sobreviventes. É dos que conseguiram segurar-se à vida quando quase morriam.
Deles "é o não sei quantas do senhor".
Luta, esgravata, destrói. No fim, serás mais um soldado comandado pelos inimigos que venceste mas com os quais foste misericordiamente piedoso.
É matar ou morrer.
É espezinhar ou ser espezinhado. Não sejas piedoso. Ninguém se vai importar de te passar por cima para ser promovido. Ninguém se lembrará da tua misericórdia. E quando os papéis se inverterem, não a terão para contigo.
Valete I:.
sábado, 2 de agosto de 2008
ARDEU...
O disco ardeu e com ele arderam também composições como Tudo Arde. E arde mesmo.
Enfim, esta data traz-me recordações confusas e inquietantes, esta data assinala um ano que foi escrito, esta data assinala 3 meses e 18 dias que foi destruído involuntariamente, que foi levado pra sempre dos meus olhos, e para um sítio mais etéreo da minha memória.
Mãe, eu não quis que fosse assim, eu não pedi que assim fosse. MAS FOI, e eu, angustiado, deixei arder também o pouco que sobrava dessa história que recordava. Memórias, enfim, niveladas na igualdade reduzida.
Visto-me de branco renascido desta cinza negra alimentada a músculo coberto de pleura. Sonho.
Nutri-o por ti.
sábado, 26 de julho de 2008
Saudade
Os exames foram-se...as candidaturas já comearam mas isso n impede de retomar esta actividade que deixei em Fevereiro último.
Para os que não tiveram saudades, os meus agradecimentos.
Valete I:.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Lumus
A luz de que me falas, como e? Que maravilhas e esplendores ela me esconde por não entrar nos meus olhos?
Como? Não entra pelos olhos? Mas que luz estranha e fantasmagórica será essa que me ilumina a mente sem me iluminar os olhos?
Como pode um cego ver?
Como podemos nós, cegos, ver?
Como?
Explica-me, a mim ignorante como tantos outros...
Mostra-me a luz que te ilumina, que me despreza a mim não me cobrindo com a sua áurea!
Como? Eu é que a desprezo? Eu é que impeço que ela me ilumine? Eu?
Esquece...Não quero essa luz, é só uma ilusão, viverei na ignorância que me caracteriza!
Pobre infeliz, não feches a tua mente não te consumas futilmente, cresce na cabeça!
Valete, I:.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
A Misteriosa Missiva
Com esse teu alegre comentário conseguiste transparecer mais sobre ti do que o falso anonimato que pensas que o anónimo te dá:
Neste momento a tua identidade restringe-se a um pequeno grupo de 20 pessoas.
Podes perguntar-te que conheço mais de 20 pessoas capazes de dizer o que disseste. Verdade. Contudo, esqueces-te que apenas cerca de 20 não têm os tomates suficientes para dar a cara, assumindo-se...Ou melhor dizendo, assumem-se sim, mas como cobardes, raça suja que faria D. Tareja ter vergonha do filho que fez!
Também tu procuras uma causa, mas uma causa vergonhosa no mundo concertado. Porém, dado o desconcerto do mundo que já Camões apregoava talvez tenhas sorte, talvez te safes, pois "Sempre vi os maus nadarem em mares de contentamentos".
O que nos vale, é que o Mundo ainda não está completamente podre, isto é, ainda não está completamente possuído por vermes como tu...
Será a ultima vez que me preocuparei com excremento, neste asseado blog.
Valete, Fratres
sábado, 26 de janeiro de 2008
Só um Milagre
Contudo, apenas aceitavam jovens que estivessem na plena posse das suas capacidades políticas (Estatutos do Partido). Medito profundamente e concluo: Apenas esta camada de jovens pode ingressar no dito agrupamento político.
Nada de especial isto teria, não fosse dar-se o caso de, nos estatutos do partido citado, estar incluído um artigo que, em linhas gerais, indicava que pretendia ser um agrupamento político aberto a todos os cidadãos. O que mais me espanta é o facto de tal ideologia se reflectir nas palavras do Presidente.
Natural, poderão interpor.
O que não é natural é a existência conjunta destas duas noções: Uma abertura total e uma restrição.
Já nem estes nos ajudam, o que poderemos fazer?!
Buscar a Causa Maior, aspirar ao milagre dele, ou melhor dizendo, de todas "las flores" que representava.....
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
As Faces dos Astros
Possuímos dois mundos neste Mundo: O do dia e o da noite.
De dia, sorrimos cinicamente, apertamos falsas mãos, usamos a máscara da cerimónia para disfarçar as grotescas apreciações que tecemos a metade das pessoas a quem dirigimos um fraterno e amistoso "Bom-Dia", para ganharmos o favor dos que ganharam o favor de outrem que, por sua vez, o mesmo tinham feito e assim indefinidamente até ao início dos tempos.
De noite, a escuridão apaga todas as máscaras, os seres vivos metamorfoseiam-se e da aparente calma do dia nada resta. A noite liberta o ser selvagem que habita na nossa mente. à luz da Lua, a cerimónia não tem valor, e a verdade, mesmo a mais infame e digna de repúdio, ascende ao Luar.
A noite revela o espírito de cada um, sem hábitos, sem bases, sem gravatas, sem ceptros.
A Noite é o verdadeiro espelho de uma sociedade de lobisomens, vampiros, sangue sugas e tantos outros vermes repugnantes!
Que asco, que horror, que aflição!
Entre tanta miséria, como podemos dizer que evoluimos, como podemos afirmar que nós, seres incapazes de nos assumirmos de vivermos segundo os nosso preceitos e tolerar os alheios, sendo todos menos nós próprios, num angustiante espartilho mental que nos impõem, aqueles que, de dia, não na noite, ganharam o favor de alguém.......
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Causa Maior
Todos procuramos uma razão, um sentido, um objectivo, uma meta, um ideal, uma vontade. Todos procuramos uma causa.
O Mundo rege-se de vontades ou melhor dizendo, as vontades regem o Mundo.
Todas as vontades têm uma causa mas só algumas vontades alcançam o objectivo a que se propuseram.
É esta presença constante da Causa que me faz reflectir sobre a dita, que me faz questionar o porquê e o porque não….
Todos somos mundanos, todos precisamos de algo para suportarmos a ignorância da nossa existência. Uns, chamam-lhe Deus e regem-se por um conjunto de regras, por vezes inimagináveis, que consideram válidas pela FÉ…Não censuro, mas também não compreendo… Outros, criam um deus próprio.
Porém, para salvação da inteligência da Humanidade, há uma faixa da população que não se rende à futilidade das religiões, que se guiam por novos horizontes, que olham para longe, para o horizonte, e não para a clausura de um livro sacro.
Concluo:
Todos buscamos a causa da nossa existência ou, pelo menos, a causa de algo que nos intriga. Torna-se a nossa Rosa dos Ventos.
Causa Maior, representa a causa que cada um persegue, que cada um procura, que todos perseguimos, que todos procuramos.
A Nossa Causa Maior!
Sejam Bem-Vindos…
