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Sem destino
por Pedro Varela de Matos a Sexta-feira, 29 de Abril de 2011 às 21:34
Apetece-me discorrer.
Discorrer só, sobre qualquer coisa, sem qualquer sentido, sem qualquer propósito.
Como um escultor que vai tirando, peça por peça, os pedaços que estão a mais na pedra bruta, até só sobrar a escultura na primeira escondida.
Assim, sem planos, inventado as palavras à medida que vou escrevendo, deixo o papel prender as letras que se escondem na tinta negra. E eu, mero instrumento, resigno-me ao papel secundário de dar uma ordem a essas mesmas letras. O texto, esse, já lá estava, como sempre esteve.
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